sexta-feira, 4 de maio de 2012

O sentido da História

O sentido da História


by O. Braga

Há quem diga que a História tem um sentido oculto — por exemplo, os marxistas e os milenaristas em geral, e também a maçonaria —, e há quem diga que a História não tem sentido nenhum — por exemplo, os neoliberais, ou os existencialistas. Eu não concordo nem com uns, nem com outros.



Não existe sentido oculto da História porque aquilo que não é, por sua própria natureza, inteligível pelo ser humano não é, por definição, oculto. Só é oculto aquilo que pode ser ocultado a alguém. A História não é um enigma que possa ser descodificado: antes, faz parte de um mistério que, por sua própria natureza, é inacessível ao racionalismo humano. É neste sentido que não existe um sentido oculto da História.



Por outro lado, a História não é necessariamente desprovida de sentido porque, se olharmos para o passado, verificamos que existiu um princípio que aponta necessariamente para um fim [no sentido de finalidade]; não há nenhum princípio que não aponte necessariamente para um fim, mesmo que esse fim seja infinito. O ser humano não pode, por sua própria natureza, saber qual é esse fim, na medida em que não consegue prever o futuro.



A História situa-se no espaço-tempo e, como sabemos, é composta pelo passado, pelo presente e pelo futuro. Portanto, temos:





No passado, “Deus escreveu direito por linhas tortas”, porque verificamos um princípio que aponta necessariamente para um fim;

“O futuro a Deus pertence”, porque o ser humano não consegue dizer o futuro.

E só o presente nos pertence integralmente, porque “Deus criou o ser humano livre" e detentor de livre-arbítrio.

É esta a minha concepção da História.

O. Braga
Sexta-feira, 4 Maio 2012 at 11:12 am
Tags: História
Categorias: filosofia, Ut Edita
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