quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Apoio brasileiro ao terrorismo palestino: nem tudo é culpa do PT

5 de agosto de 2014

Apoio brasileiro ao terrorismo palestino: nem tudo é culpa do PT


Apoio brasileiro ao terrorismo palestino: nem tudo é culpa do PT

Julio Severo
O governo do PT foi errado em afrontar Israel? Totalmente. Mas sejamos justos: afrontas desse tipo não começaram com o PT. Em 1979, o presidente Ernesto Geisel, general e neto de pastor luterano, permitiu a instalação de um escritório da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), em Brasília. Ao mesmo tempo, Geisel deu um direcionamento anti-Israel para os representantes do Brasil na ONU.
Pastor de Geisel: Rev. Mozart Noronha, da IECLB
Aceitar a instalação da OLP, uma organização terrorista islâmica palestina responsável por atentados terroristas contra Israel, tem a equivalência moral de aceitar um escritório nazista em Brasília. Com isso, o governo Geisel, representando infelizmente os brasileiros, estava dizendo para o mundo: “Concordamos com os que cometem atentados terroristas contra Israel.”
Sou totalmente contra o PT e todos os outros partidos socialistas, mas sejamos justos: a postura anti-Israel do Itamaraty não começou com o PT. Está apenas prosseguindo sua nojenta história desde os tempos de Geisel.
Sejamos mais justos ainda: a aceitação da OLP não começou com o governo brasileiro. O governo americano sob Jimmy Carter já estava namorando a OLP e seu Dick Vigarista terrorista, Yasser Arafat, no final da década de 1970.
A maior fraqueza do Brasil sempre foi ser um grande imitador das tendências esquerdistas dos EUA. Tanta coisa boa para se imitar dos EUA, especialmente dos conservadores, e o Brasil prefere copiar as podridões. Ontem, o governo Geisel imitando a aceitação americana da OLP. Hoje, o governo de Dilma Rousseff imitando a agenda gay americana.
Quando é que essa imitação vai parar?
Dá até para compreender Dilma, com seu passado terrorista comunista, afrontando Israel. Mas como explicar Geisel, neto de pastor luterano, sendo pioneiro na afronta do governo brasileiro a Israel? Como descendente de alemães, ele desconhecia o que o nazismo fez com os judeus? Ele desconhecia que palestinos islâmicos eram aliados dos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial?
Por que então ele colocou o bom senso de lado para imitar o mau exemplo de Jimmy Carter? Por que ele permitiu a instalação de um escritório da organização terrorista islâmica assassina de judeus em solo brasileiro em 1979?
Sejamos realistas: assim como nem tudo do governo americano era bom, nem tudo do governo militar do Brasil era bom.
E nem tudo dos luteranos é bom exemplo. Só para constar, Geisel era da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), única denominação protestante brasileira onde a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral reinam juntas de forma suprema. A IECLB é a versão protestante da Igreja Católica da CNBB, considerada a mãe do PT.
O pastor pessoal de Geisel era o Rev. Mozart Noronha, que hoje está ligado ao PSOL, um dos partidos socialistas mais radicais do Brasil. O Rev. Mozart, que herdou sua paixão pelo socialismo de sua denominação, a IECLB, disse: “Fui Pastor do General Ernesto Geisel e de sua família. Visitei o General no hospital e oficiei o seu sepultamento.”
Não é, pois, tudo culpa do PT. É culpa também do governo militar de Geisel, que imitou o governo americano de Jimmy Carter. E pode ser culpa também da IECLB e a maldita influência de suas teologias esquerdistas anti-Israel.
Seja como for, é inegável que décadas antes do PT, o governo militar do Brasil já estava afrontando Israel.
O Brasil, sob o PT ou não, tem muito para se arrepender de seus pecados contra Israel.
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